sábado, 6 de fevereiro de 2010

"VALORIZANDO A VIDA"


Em várias ocasiões, nesses dois últimos anos, organizamos, em Goura-Vrindávana, workshops para discutir o tema “Valores Humanos”. Não é necessário aqui justificar a importância do tema pois qualquer ser humano são aspira adquirir qualidades que vão valoriza-lo cada vez mais. Mesmo uma pessoa muito virtuosa quer sempre aperfeiçoar-se mais e mais. Aliás, quanto mais nos aprofundamos no tema, constatamos a necessidade de darmos uma atenção séria ao assunto e tentarmos incorporar as qualidades mais exaltadas em nossa existência cotidiana. é absolutamente urgente para a vida neste plano de existência em que vivemos, que mais e mais pessoas tornem-se pólos de irradiação de princípios e valores, afim de promover uma atmosfera de bondade e esperança em meio a esse “favelão” que nosso querido planeta está virando.

Há Esperança?

Apesar da óbvia importância do tema, verificamos que a sociedade humana, ao invés de cultivar valores e princípios que irão engrandece-la e eleva-la, vem tomando, em geral, um rumo oposto. Existem, de fato, forças extremamente perniciosas que arrastam a consciência, tanto a nível individual quanto coletivo, para patamares cada vez mais baixos, aprisionando a pessoa em tramas viciosas, degradantes e sempre carregadas de algum tipo sofrimento.

O psicólogo e pensador Erick Fromm definiu a orientação do caráter da pessoa em duas direções diametralmente opostas: uma, biófila, em direção à vida, e outra, necrófila, em direção à morte. A pessoa com orientação biófila é livre e responsável. Ela aspira aperfeiçoar-se, desenvolver suas potencialidades espirituais, expandir sua consciência, viver em paz, em harmonia com o cosmos, sempre irradiando os melhores fluidos. Ela identifica-se com a alma e vive um progressivo processo de divinização do ser.

Já o tipo necrófilo identifica-se demasiadamente com o corpo e sua vida é um processo regressivo de auto-mutilamento. Podemos identificar dois tipos de comportamento característicos da orientação necrófila que, por sua vez, são completamente opostos entre si. De um lado, acomodação, descaso, desesperança ou, mesmo, desespero diante da vida. A vida perde o sentido e a pessoa gradualmente definha, sempre meditando em seu próprio sofrimento, e, em muitos casos, ela mesmo provoca sua própria morte.

Do outro lado, de forma compulsiva, a pessoa está ávida por explorar o mundo, movida por ganância, ou desfrutar do corpo, movido pelos apetites sensuais. Ela quer viver, mas o viver tem um sentido completamente pervertido e caótico, e acaba, invariavelmente, em total desastre. Ela vive, literalmente, matando-se. Tal pessoa é, geralmente, atraída pela imoralidade, pela perversão sexual, pela estupefação ou ‘ligação’ através de drogas, pela adrenalina e vida perigosa; a nível interno, é, invariavelmente, escravizada pelas forças mais sórdidas de sua própria mente, completamente à mercê das “paixões irracionais”, como inveja, cobiça, luxúria, ira, ilusão e arrogância— terreno fértil para a proliferação de vícios, degradação e, conseqüente, sofrimentos. Nesse período cósmico em que vivemos, a Kali-yuga, a mentalidade necrófila tende a prevalecer no seio da sociedade, deixando pouco espaço para a vida virtuosa.

Os Mega-Problemas

Nosso planeta depara-se, hoje em dia, com efeitos seríssimos, praticamente irreversíveis, que foram causados pelos seus próprios habitantes. A grande contradição é que, em geral, tudo é feito em nome do “progresso”. Mas o fato irrefutável é que o futuro da humanidade é obscuro e incerto. Não ocorrendo uma mudança de paradigma que substitua a presente mentalidade imediatista, compulsiva, egoísta e irresponsável por uma consciência sã, onde iremos parar?

Dentre uma longa lista, citaremos quatro dos problemas mais preocupantes do planeta. Primeiramente, a degradação ambiental, com seus dois tentáculos: a exploração avassaladora dos recursos naturais e a descarga irrestrita de resíduos poluentes na terra, na água e no ar. Igualmente problemática é a disparidade da distribuição de renda— uns poucos favorecidos valendo-se da sub-pobreza de muitos. Outro problema sério é a falta de segurança e a sempre-presente ameaça de violência e terrorismo, especialmente nas áreas urbanas. Por fim, destacamos a questão ética— estamos assistindo uma gradual e crescente degeneração moral da sociedade.

A instituição familiar e a religião genuína, que sempre foram os esteios e guardiões do patrimônio moral da sociedade, estão, hoje em dia, debilitadas e desprestigiadas. O papel de tutor das massas é, agora, ocupado pela onipresente mídia que se vale de sofisticados e atrativos recursos tecnológicos que cativam a mente de todos. Por ser movida pelo lucro, seu único negócio é intensificar o consumismo utilizando-se de contínuo bombardeio de estímulos aos apetites sensuais das pessoas. Estando assim ativados, os apetites sensuais despertam sobremaneira a contraparte animalesca do ser humano e minam a estrutura moral e espiritual da pessoa. Todos esses fenômenos psíquicos e sociológicos modernos, embora revestidos com um roupagem atrativa e, muitas vezes, sofisticada são, na verdade, altamente destrutivos e estão promovendo um estado geral de alienação e embotamento espiritual. E o que hoje em dia assistimos é uma proliferação dos anti-valores humanos, dos quais enumeramos alguns: irresponsabilidade, egoísmo, ganância, maldade, hipocrisia, desrespeito ao próximo e a si mesmo, injustiça, violência, e a lista vai longe.

A degeneração moral só pode ser neutralizada com o cultivo de valores humanos positivos, que por sua vez são a base de todas as atividades que visam o bem estar. Os ideais da ecologia, justa distribuição de renda, desenvolvimento e paz só serão alcançados quando forem respaldados por uma sólida estrutura de valores. Portanto, a conclusão que fica é que qualquer atividade progressista, produtiva e destinada ao bem estar social e individual deve, obrigatoriamente, estar calcada nos valores. Caso contrário, até atividades consideradas virtuosas, como por exemplo, a caridade pública, preservação do meio ambiente, direitos humanos, campanhas de paz, proselitismo religioso, etc., não estando baseada em valores, mas sim em interesses velados, tornam-se grotescas formas de hipocrisia e oportunismo e o que ao final resulta é, muitas vezes, o inverso da proposta.

Vida Espiritual e Caráter

Os valores humanos também são a base de uma vida espiritual sadia e inspirada. Não podemos pensar em desenvolver amor puro por Deus sem uma sólida base de princípios e valores, isto é, um caráter bem formado.

O caráter é o que em ultima instância define se a vida da pessoa foi bem sucedida ou fracassada. Como disse Erick Fromm: “O caráter indica até que grau um indivíduo conseguiu êxito na arte de viver”. E Ernest Becker conclui: “O homem não pode evoluir além de seu caráter. Ele está preso a esse caráter. Em outras palavras, ele não pode evoluir sem o caráter.” Só poderemos enfrentar, resolver e superar os inevitáveis problemas que defrontamos na vida, assim como só poderemos dar um sentido real a nossa vida se estivermos fundamentados em princípios e valores éticos. O filósofo dinamarquês do século XIX Soren Kierkegard chamou a pessoa com tal mentalidade de “cavaleiro da fé”. Ele escreveu: “é a pessoa que vive na fé, que entregou o significado da vida ao Criador e que vive concentrado nas energias de Deus. Aceita sem reclamar o que quer que aconteça nessa dimensão visível, vive a vida como um dever e enfrenta a morte sem receio. Nenhuma ninharia é tão insignificante para não ter significado; tarefa nenhuma é amedrontadora demais para estar acima de sua coragem. Ele se encontra plenamente no mundo segundo as condições impostas por esse mundo, e totalmente fora do mundo na sua confiança na dimensão invisível.” Só chegaremos a esse estágio de vida pelo cultivo de valores e princípios.

Uma proposta prática

Há, certamente, múltiplas maneiras de se abordar o tema “Valores Humanos”. Muito tem se falado sobre valores universais inquestionáveis e utópicos como amor, paz, justiça, etc. Esse tema está sempre presente nos discursos oficiais, na linguagem política e diplomática, em qualquer mobilização social, em suma, onde quer que haja interesses sectários. Usa-se e abusa-se desses valores, até o ponto de tornarem-se desgastados, não por perderem seus valores intrínsecos, mas por serem tratados levianamente. O amor, por exemplo, tornou-se sinônimo de atração sexual e uso do corpo do outro para o prazer pessoal. Com isso, o conceito de amor gradualmente vai perdendo sua conotação essencial, que, necessariamente, deve sempre estar associado com outras qualidades, como o desejar o melhor para o objeto do amor, a responsabilidade, o conhecimento e o desvelo para com a pessoa amada.

Em nossa apresentação do tema “Valores Humanos” queremos oferecer uma visão mais pragmática do assunto. Evitando cair em propostas utópicas e impraticáveis, formulamos uma linha de atuação bem “pé no chão”, que possa ser aplicada no dia-a-dia da pessoa em seu auto-aperfeiçoamento, tanto material quanto espiritual.

Tomamos como ponto de partida um trabalho de organização empresarial e ecologia humana intitulado “Os Sete Hábitos de uma Pessoa Altamente Eficaz”, de Stephen Covey, que, dentre as milhares propostas de auto-ajuda e gerenciamento que ocupam as prateleiras das livrarias de todo mundo, tornou-se, indiscutivelmente, um clássico do assunto. O autor pesquisou criteriosamente a atuação de pessoas reconhecidamente bem sucedidas e eficazes em diversos ramos de empreendimentos e notou que, no trato pessoal e inter-pessoal, elas tinham qualidades e hábitos em comum. Notou, também, que a razão do sucesso não era meramente o oportunismo, a esperteza, a sorte, a habilidade de controlar, e outros artifícios, mas sim, princípios e valores. Portanto, Covey aconselha que, ao invés de agir de forma meramente intuitiva e informal, adquiramos certos hábitos em nosso dia-a-dia, que serão conducentes a um desempenho muito mais grandioso e permanente.

Como já foi dito: “Os pensamentos são a causa da manifestação das ações; as ações geram os hábitos; os hábitos, em conjunto, definem o caráter; e o caráter é o fator determinante do destino da pessoa.”

A obra de Covey restringe-se a propor certos hábitos. Nossa intenção é complementar essa proposta indicando valores e a mentalidade correspondente a cada hábito. Daremos, a seguir, a relação dos hábitos propostos por Covey acompanhado com o valor básico associado a esse hábito e a mentalidade que se deve cultivar para que o valor possa frutificar.

Os Sete Hábitos, Valores e Mentalidades

Os três primeiros hábitos estão relacionados com o aperfeiçoamento pessoal. Trata-se de elevar a pessoa de um estado de dependência ao estado de relativa independência.

1. Ser proativo
Proatividade é um dom do ser humano que implica em sermos responsáveis por nossas próprias vidas. Nosso comportamento resulta-se de decisões tomadas, e não das condições externas. é a capacidade de subordinar nossos sentimentos aos valores. O contrário de ser proativo é ser reativo, que é a pessoa que é levada pelos sentimentos e condicionada pelas circunstâncias, condições e ambiente. A pessoa reativa sempre culpa as condições externas ou outras pessoas por seus infortúnios.

Escolhemos a “dignidade” como o valor afim com a proatividade. A pessoa proativa sente-se digna de tomar a iniciativa de responsabilizar-se por sua própria vida. E a mentalidade correspondente é a “mentalidade de otimismo e auto-confiança”. Valores correlacionados: auto-estima, coragem, destemor, entusiasmo, iniciativa.

2. Começar com o objetivo em mente
Temos que definir nossa missão pessoal na vida. Se não temos um objetivo definido pelo qual podemos nos direcionar, ficaremos à mercê das forças externas e da volubilidade de nossa mente, como um barco vagando à deriva. A diferença entre administrar e liderar é que administrar é fazer as coisas do jeito certo; já liderar é fazer as coisas certas com um objetivo definido. Por exemplo, a pessoa pode ser muito perita em velejar e pode ficar dando voltas da baia com muita destreza. Mas se ela quiser ir do Rio a Cabo Frio, ela tem que se preparar muito bem, antever as circunstancias que vai defrontar-se, verificar se as condições de tempo são favoráveis, ter a aptidão de enfrentar o mar alto e ter a embarcação adequada.

Esse segundo hábito frutifica-se quando desenvolvemos o valor da “responsabilidade”. A responsabilidade está intimamente conectada com a liberdade. Quanto mais responsável, tanto mais livre para agir. A mentalidade apropriada para se desenvolver esse hábito é a “mentalidade objetiva”, e os valores correlacionados: liberdade, determinação, gravidade, serenidade, objetividade.

3. Primeiro o mais importante
à primeira vista, isso parece muito óbvio e tautológico. Mas, na prática, constatamos que se não temos o hábito e a disciplina para administrar apropriadamente nossa vida, estamos sempre procrastinando a solução de problemas vitais que nós mesmos teremos que sofrer as conseqüências. Um outro autor disse: “A pessoa bem-sucedida tem o hábito de fazer coisas que os fracassados não gostam de fazer, e elas tampouco gostam”. Tem horas que a coisa mais importante a fazer é fechar um grande negócio e, outras horas, a coisa mais importante é atender a demanda natural do corpo— comer, descansar, defecar, etc. Muitas vezes, devido ao frenético ritmo que impomos em nossas vidas, negligenciamos o toque pessoal em nossos relacionamentos que, quem pode dizer que não é importante?

Associamos esse hábito ao valor “simplicidade”. Srila Prabhupada sempre dizia: “Vida simples, pensamento elevado”. ‘Pensamento elevado’ significa valores humanos e espiritualidade sã. Por outro lado, vida complicada e sofisticada é, em geral, vida fútil. Temos que ter a simplicidade e objetividade para poder definir com clareza o que temos que fazer no momento e o poder de subordinar nossos impulsos e desejos momentâneos à vontade soberana baseada em valores. A mentalidade subjacente à esse hábito e valor é a “mentalidade prática”, e os valores correlacionados: coerência, bom senso, auto-controle, disciplina, organização, austeridade, pureza, limpeza, castidade.

Como dissemos, esses três primeiros hábitos, que lidam com o crescimento individual, dão um “up-grade” à pessoa, do estado de dependência e condicionalidade ao estado em que ela experimenta uma certa independência a nível psicológico. Acontece que ninguém pode ser totalmente independente pois estamos sempre relacionados socialmente.

Os três hábitos seguintes são dirigidos ao aprimoramento das relações pessoais e visam oferecer uma nova dimensão de vida mais realista e humanista— da independência a interdependência.

4. Pensar em ganhar-ganhar
Em qualquer disputa ou litígio existe, geralmente, um vencedor e um perdedor. Também, é muito comum o caso em que ninguém ganha, todos saem perdendo. Nesses tipos de disputas usa-se todo o tipo de subterfúgios e estratagemas, lícitos ou ilícitos, pois a mentalidade é: “Ou eu ganho ou ninguém ganha”. Existe, contudo, a opção civilizada e baseada em valores: Todos ganham. Cada disputante está preocupado não só com seu benefício mas, também, deseja que todos fiquem satisfeitos com o resultado. Ele está pronto a dar um passo a trás ou abrir mão de certas coisas para resolver satisfatoriamente o impasse. Ele não quer que seu contendor torne-se seu inimigo. Ele quer ver a justiça sendo aplicada mas sem comprometer a harmonia dos relacionamentos.

O valor correspondente a esse hábito é a “integridade”. A integridade é um sintoma de maturidade e de boa formação de caráter. Esse valor denota, também, força interior e muitos outros valores estão diretamente correlacionados com ele, a saber: conduta reta, veracidade, honestidade, confiabilidade, sinceridade, espontaneidade, equanimidade, imparciabilidade, autenticidade, etc.

A mentalidade associada a esse hábito é a “mentalidade de abundância”. Abundância significa que tem o suficiente para todos, todos podem sair ganhando, não há escassez nem perdedores. Imagine quão maravilhoso seria esse mundo se esta mentalidade prevalecesse.

5. Primeiro compreender depois ser compreendido
Esse hábito, que é considerado o princípio mais importante para as relações interpessoais, é fundamental para suprimir a tendência natural de manipular e reformar. A agitação mental e a falta de humildade nos leva a achar que já compreendemos, mas para realmente compreender é necessário atenção empática, quando escutamos com os ouvidos e, também, com os olhos e o coração.

A “humildade” é o valor associado a esse hábito. Uma das características da humildade é que a pessoa tem uma visão realista de si mesmo. Ela não se considera mais do que ela realmente é, assim como não acha que compreende tudo e quer que os outros aceitem de pronto todas suas idéias, reivindicações e sentimentos. A mentalidade subjacente é, portanto, a “mentalidade realista”.

6. Criar sinergia
Synergia, em grego, significa “cooperação”. Essa palavra toma, agora, um sentido um pouco mais amplo, pois sinergia denota que, com a cooperação, o resultado final será bem maior que a soma das partes. Quando um ambiente está harmonizado tudo flui naturalmente. Não há entraves, boicotes, preguiça, desleixo, etc. Os resultados obtidos quando existe sinergia no ambiente são surpreendentes, ultrapassam os limites racionais.

Não conseguimos sinergia sem o valor “bondade”. Com bondade no coração podemos valorizar as diferenças, descobrir as virtudes dos outros, dar mais do que exigir, estar preocupado com o bem comum e muito mais. Amor, paz, solidariedade, benevolência, misericórdia, compaixão, clemência, perdão, não violência, gentileza, bom humor, felicidade, livre da inveja, prazer em servir, caridade, tudo isso está diretamente associado com a sinergia e bondade. Para que isso realize-se é necessário cultivarmos uma “mentalidade de confiança mútua”.

Esses seis hábitos harmonizam a pessoa a nível pessoal e social. Eles fazem com que a pessoa situe-se numa condição de interdependência, em que ela pessoalmente sente-se fortalecida e preparada para agir socialmente e pode, assim, contribuir e tirar o máximo proveito do inter-relacionamento social saudável. O último hábito sugerido por Covey dá um fechamento nos outros seis. Ele chamou-o de:

7. Afinar o instrumento
Imagine um violinista virtuoso que não se preocupa em afinar propriamente seu instrumento. Sua performance, por mais espetacular que seja, vai ser um fiasco. Esse hábito aqui proposto pressupõe que a pessoa deve estar sempre auto-renovando-se— sempre reciclando os seis hábitos precedentes. Sempre atento para mantendo o equilíbrio em tudo o que faz. “Equilíbrio” é, então, a palavra chave. A renovação equilibrada é sinergética ao máximo. Precisamos manter equilibrada a saúde física e mental, o pessoal e o social, o material e o espiritual, etc. O equilíbrio está correlacionado com a sabedoria, conhecimento, introspecção, inteligência, sanidade, harmonia, moderação, prudência, estabilidade, renúncia e desapego. Para manter-se em equilíbrio é necessário que tenhamos “mentalidade de renúncia”. A história do mundo contemporâneo demonstra que a idéia do progresso ilimitado é uma utopia inviável. Tem que haver uma renovação, uma reciclagem, um novo começo, novos enfoques. Quando as coisas passam do ponto de saturação, degrigolam-se. é como o doce que passou do ponto. Não dá para voltar atrás. Em nossa vida pessoal, temos que, muitas vezes, renunciar o prazer sensual, para equilibrar o material e o espiritual, e manter a saúde integral (afinação do instrumento).

PURUSHATRAYA SWAMI.