domingo, 30 de agosto de 2009

"RENDIÇÃO, DESAPÊGO E CONFIANÇA"


LIVRO DE MATEUS:
19Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.
20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam.
21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
25 Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta?
26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam.
29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé?
31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos?
32 Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas;
33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
LIVRO DOS SALMOS:
25 Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.

"VIDA SIMPLES, PENSAMENTO ELEVADO"


“Aquele que muito pergunta se perde na selva da filosofia. Deixe que as questões venham e passem. Olhe para a infinidade de perguntas da mesma forma que você olha as pessoas deslocando-se na rua - nada a lhes dar, nada a lhes pedir - com desapego, mantendo-se distante. Quanto mais distância houver entre você e suas questões, melhor. Pois é nesse espaço que a resposta irá surgir”. Osho.

“Se você tentar ser muito esperto, se tentar ser muito útil, você será usado. Se tentar ser muito prático, em algum momento irão lhe colocar um cabresto, pois o mundo não pode deixar aqueles que são práticos em paz. Lau Tsu diz, deixe tudo isso de lado. Abandone essas idéias. Se você quiser ser um poema, um êxtase, então esqueça da utilidade. Permaneça verdadeiro a si mesmo”.

"O sábio não se exibe, e por isso brilha. Ele não se faz notar, e é notado. Ele não se elogia, e tem mérito. E, por não competir, ninguém pode competir com ele". Lao Tse.

“Vida simples, pensamento elevado”. Prabhupada.

sábado, 29 de agosto de 2009

"EU NÃO SOU ESTE CORPO"


“Você vê o meu corpo e pensa que sou eu; ele não sou eu, ele não é meu; é só uma dádiva dada emprestada ... Deus foi quem me deu por breve temporada; é só uma roupagem, densa embalagem; que não me pertence; aliás, nada me pertence nesse mundo; tudo é transitório, tudo é ilusório; ainda que se pense que o que se vê é pura realidade, na verdade, o que se está a ver, não é mais que um lapso distorcido da eternidade.”

sábado, 15 de agosto de 2009

"BHAGAVAD-GÍTÁ Como ele é"

É considerado em conhecimento pleno aquele cujos atos estão desprovidos do desejo para a satisfação dos sentidos. Os sábios dizem que tal pessoa é um trabalhador cujas reações do trabalho foram queimadas pelo fogo do conhecimento perfeito.

Só alguém em conhecimento pleno pode compreender as atividades de uma pessoa em consciência de Krishna. Devido ao fato de que quem é consciente de Krishna está desprovido de todo tipo de propensões ao gozo dos sentidos, entende-se que, através do conhecimento perfeito de sua posição constitucional como servo eterno da Suprema Personalidade de Deus, ele queimou as reações de seu trabalho. Aquele que alcançou tal perfeição de conhecimento é realmente erudito. O desenvolvimento deste conhecimento acerca da eterna servidão ao Senhor é comparado ao fogo. Esse fogo, quando aceso, pode queimar todos os tipos de reações ao trabalho.


Abandonando todo o apego aos resultados de suas atividades, sempre satisfeito e independente, ele não executa nenhuma ação fruitiva, embora ocupado em vários tipos de empreendimentos.

Esta liberdade do cativeiro das ações só é possível na consciência de Krishna, quando se faz tudo para satisfazer Krishna. Quem é consciente de Krishna age por puro amor à Suprema Personalidade de Deus, e pro isso não se apega aos resultados da ação. Ele nem mesmo está preocupado com a manutenção pessoal, pois Krishna Se encarrega de tudo. Tampouco está ansioso a conseguir mais coisas, ou em proteger as coisas que já estão em sua posse. Ele cumpre seu dever da melhor forma que lhe é possível e deixa tudo a critério de Krishna. Quem é assim desapegado está sempre livre dos bons ou maus efeitos das reações; é como se não estivesse fazendo nada. Isto caracteriza Akarma, ou ações sem reações fruitivas. Qualquer outra ação, portanto desprovida de consciência de Krishna, ata o trabalhador, e este é o verdadeiro aspecto de Vikarma, como anteriormente já se explicou.

Tal homem de compreensão age com a mente e a inteligência sob controle perfeito, e deixa de ter qualquer sentimento de propriedade por suas posses e age apenas para obter as necessidades mínimas da vida. Trabalhando assim, ele não é afetado por reações pecaminosas.

Quem é consciente de Krishna não espera bons ou maus resultados em sua atividades. Sua mente e inteligência estão sob pleno controle.Ele sabe que, por ser parte integrante do Supremo, o papel que desempenha, como parte integrante do todo, não é atividade sua, mas apenas algo que o Supremo faz através dele. Ao mexer-se a mão não se mexe por iniciativa própria, mas pelo desempenho de todo o corpo. Quem é consciente de Krishna sempre está em harmonia com o desejo supremo, pois não tem desejo de satisfazer os próprios sentidos. Ele se movimenta exatamente como a peça de uma máquina. Assim como a peça de uma máquina precisa de lubrificação e limpeza para a manutenção, da mesma forma, um homem consciente de Krishna mantém-se em seu trabalho apenas para permanecer apto a agir no serviço transcendental amoroso ao Senhor. Portanto, ele está imune a todas as reações em seus esforços. Como um animal, ele não é proprietário nem mesmo de seu próprio corpo. Às vezes, um dono cruel mata o animal que possui, mas o animal não protesta. Tampouco o animal tem alguma independência verdadeira. O devoto consciente de Krishna, plenamente ocupado na auto-realização, tem muito pouco tempo para dedicar-se à falsa posse de qualquer objeto material. Para manter-se vivo, ele não precisa acumular dinheiro através de métodos escusos. E assim, não se deixa contaminar com tais pecados materiais. Ele está livre de todas as reações a suas ações.

Aquele que se contenta com o ganho que vem automaticamente, que está livre da dualidade e que não inveja, que é estável tanto no sucesso quanto no fracasso, nunca se enreda, embora execute ações.

Quem é consciente de Krishna não faz muito esforço, nem mesmo para manter seu corpo. Ele se satisfaz com ganhos obtidos espontaneamente. Ele nunca pede nem toma emprestado, mas envida todos os seus esforços a trabalhar honestamente, e se satisfaz com o que obtiver com o seu trabalho honesto. Assim, ele ganha a vida independentemente. Ele não permite que o serviço de alguém atrapalhe o seu serviço na consciência de Krishna. Porém, para prestar serviço ao Senhor, ele participa em qualquer tipo de ação sem se deixar perturbar pela dualidade do mundo material. A dualidade do mundo material é sentida na forma de calor e frio, ou miséria e felicidade. Quem é consciente de Krishna está acima da dualidade porque não hesita em executar qualquer ação para satisfazer Krishna. Por isso, ele é firme tanto no sucesso quanto no fracasso. Estes sinais são visíveis naquele que está em pleno conhecimento transcendental.

BHAGAVAD-GÍTÁ - Capítulo 4 Verso 19-22

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"APRENDI"

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;
Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

WILLIAM SHAKESPEARE

"O ÚLTIMO DISCURSO"

Desculpe!
Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar - se possível -
judeus, o gentio ... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo -
não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra, que é boa e rica,
pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma do homem ...
levantou no mundo as muralhas do ódio ...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes,
a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem os homens,
a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós!
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ...
de fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ...
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah!
Ergue os olhos!

CHARLES CHAPLIM